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1.2.17

Juana Inés Série Netflix

Olá amigo leitor, comecei a assistir uma nova série no Netflix: -Juana Inés, série mexicana que conta de pano de fundo o tempo colonial mexicano. Trata-se da história de uma grande escritora Mexicana, do tempo de 1600, onde tudo era proibido a mulheres inclusive ler livros, onde a inquisição estava no seu ápice e onde paira uma curiosidade a nós brasileiros... Como era o México naquele tempo de escritura barroca. 
A série é em linguagem espanhola. estou assistindo assim, com legenda em espanhol para assimilar bem o que ocorre, também estou utilizando áudio descrição para ficar atento a língua e deste modo praticar um pouco a lengua hermana.
Confesso a vocês que estou amando a série, a fotografia, a interpretação da atriz principal, e este paralelo com o que ocorria aqui no Brasil, e lá no México, me fascinaram logo de cara. Sobre a desigualdade de genero, mas sobre a garra desta Escritora, que contra tudo e contra todos. Quis sim dar vida aos seus escritos, isto já para mim é mais que combustível para assistir esta série.
Finalizei a série, em estilo maratona, risos, foram sete capítulos de uns 50 minutos em média. Minhas impressões foram relativamente boas sobre a série em um todo. Posso dizer que existe unidade, ou seja, ela começa e finaliza-se com qualidade linear. O ponto fraco foi o retrato do lesbianismo que não me agradou. Mas assisti sem ofender-se que já é um bom começo. A série retrata a vida católica em meados de 1670 a 1697 no México. No entanto não vi nenhuma citação bíblica no período da série. Não vejo como defeito, vejo como curiosidade, só vi intertextualidade nos episódios finais quando o religioso exemplifica o ramo que é retirado da 'videira' e serve de 'convencimento' para a escritora desistir de sua vida 'de escrita' para voltar-se a religião. O ponto alto foi a qualidade de atuação das atrizes que representara Sor Juana. O confessor dela. E o 'vilão' da série que (creio eu) representou bem a severidade da igreja naquele momento.
Segue abaixo minha pesquisa e algumas fotos da série e pinturas de Juana.

segue abaixo o trailer original

Sóror Juana Inés de la Cruz ou, simplesmente, Sóror Juana (San Miguel Nepantla, 12 de novembro de 1651 — Cidade do México, 17 de abril de 1695) foi uma religiosa católica, poetisa e dramaturga nova-espanhola mexicano-espanhola. Foi a última dos grandes escritores do Século de Ouro.



Juana Inés de Asbaje y Ramírez de Santillana ou Juana de Asbaje (de Asuaje, segundo alguns), chamada de A Fénix da América e também de A Décima Musa. Escritora barroca nova-espanhola (mexicana), poetisa e dramaturga da segunda metade do século XVII. Nasceu em um povoado do vale do México, San Miguel Nepantla, próximo a Amecameca, e aprendeu náhuatl com seus vizinhos. Filha natural, sua mãe foi a "criolla" Isabel Ramírez de Santillana e seu pai Pedro Manuel de Asbaje y Vargas Machuca, militar espanhol da província basca de Guipúzcoa (Vergara). Descobriu a biblioteca de seu avô e assim tornou-se aficcionada pelos livros. Aprendeu tudo o que era conhecido em sua época, isto é, leu os clássicos gregos e romanos e a teologia do momento. Aprendeu português por conta própria, assim como latim, o que fez como autodidata em vinte lições. Como se sabe a partir dos dados que se mencionam em algumas de suas obras, o fez escutando as aulas que eram dadas à sua irmã, isto às escondidas. No entanto, também podemos saber disso por Marco Aurelio Almazán.

Quando adolescente, esteve na corte vice-real mexicana, e sobre esse tempo há muito poucos dados biográficos, ainda que se saiba que foi dama de companhia da vice-rainha Marquesa de Mancera. Quis entrar na Universidade e em algum momento passou pela sua cabeça vestir-se de homem, mas, no final das contas, concluiu que era menos disparatado tornar-se monja. Depois de uma tentativa fracassada com as Carmelitas, cuja regra era de uma rigidez extrema que a levou a um período de convalescência, ingressou na Ordem das Jerônimas, onde a disciplina era algo mais relaxada. Tinha uma cela de dois andares e governanta. Ali passou a sua vida, escrevendo versos sacros e profanos, canções a cada Natal, autos sacramentais e duas comédias decapa-e-espada. Também serviu como administradora do convento, com bastante habilidade.

Com a erudição acumulada durante anos de estudo, correspondia-se com os grandes nomes do mundo hispânico, tendo escrito até ao Papa. Sóror Juana escreveu literatura centrada na liberdade, o que era um prodígio naquela época. No seu poema Hombres Necios ("Homens Estúpidos"), ela defende o direito da mulher a ser respeitada como ser humano e critica o sexismo da sociedade do seu tempo, gozando dos homens que condenam a prostituição, ao mesmo tempo em que aproveitam a sua existência. Além de livros religiosos como a Bíblia, que representavam certamente mais de 90% dos livros que chegavam à América na época, há relatos de que ela possuía obras atípicas para um cidadão da América do século XVII, como escritos de Leibniz, dentre outros.

Seu confessor, o jesuíta Antonio Núñez de Miranda, recriminou-a por escrever, trabalho que acreditava ser vedado à mulher, o que, junto com o freqüente contato com as mais altas personalidades da época devido à sua grande fama intelectual, desencadeou a ira deste, diante da qual ela, sob a proteção da vice-rainha, Marquesa de Laguna, decidiu rejeitá-lo como confessor. Essa amizade com as vice-rainhas fica plasmada nos versos que, usando o código do amor cortês, levaram a uma intepretação possivelmente errônea das mesmas a respeito de certas tendências lésbicas. Às duas que coincidiram temporalmente com ela escreveu poemas bastante inflamados e a uma dedicou um retrato e um anel. Foi precisamente uma das vice-rainhas a primeira a publicar poemas de Sóror Juana.

Sóror Juana viu-se envolvida em uma disputa teológica, a raiz de uma crítica privada que realizou sobre um sermão do muito conhecido pregador da época Antônio Vieira, que foi publicada pelo bispo de Puebla, Manuel Fernández de Santa Cruz, que a prefaciou sob o pseudônimo de "Sóror Filotea", o que provocou a reação da poetisa através do escrito Respuesta a Sor Filotea ("Resposta a Sóror Filotea"), onde faz uma inflamada defesa do trabalho intelectual da mulher. Por esse valoroso texto e por outras obras suas como a acima mencionada Hombres Necios, Sóror Juana pode ainda ser considerada, com justiça, como a primeira feminista das Américas.

Pouco antes de sua morte, Sóror Juana foi obrigada por seu confessor a desfazer-se de sua biblioteca e de sua coleção de instrumentos musicais e científicos. Deve-se lembrar que, naquele tempo, a Santa Inquisição estava ativa. Morreu aos quarenta e três anos, durante uma epidemia, tendo, antes disso, chegado a socorrer várias de suas irmãs.
Estátua de Sóror Juana Inés em Madri

Entre suas obras se conta uma grande quantidade de poemas galantes, poemas de ocasião para presentes ou aniversários de seus amigos, poesias de salão sobre costumes ou amizades sugeridas por outros, letras para se cantar em diversas celebrações religiosas e duas comédias chamadas Amor es más Laberinto ("Amor é mais Confusão") e Los Empeños de una Casa ("As Obrigações de uma Casa").

Segundo ela, quase todo o seu escrito era por encomenda e a única coisa que escreveu por gosto próprio foi uma poesia filosófica chamada El Sueño ("O Sonho"), que muitas vezes se edita com o título de Primer Sueño ("Primeiro Sonho"). Trata-se de uma alegoria de várias centenas de linhas, em forma de poesia, acerca da ânsia de saber, o vôo do pensamento e a sua conseqüente queda trágica (acaso premonitório de Frankenstein). Sóror Juana também escreveu um tratado de música, chamado El Caracol ("O Caracol"), que está perdido. A despeito do que ela mesma disse, no entanto, seus escritos sobre a liberdade da mulher por certo não foram encomendados, mas tampouco devem ter sido por ela escritos por gosto, e sim, provavelmente, para defender sua própria posição social como intelectual livre.

O estudo de maior autoridade sobre Sóror Juana foi escrito por Octavio Paz, e se intitula Sor Juana Inés de la Cruz o las Trampas de la Fe ("Sóror Juana Inés de la Cruz ou as Armadilhas da Fé"), editado pelo Fondo de Cultura Económica.

A editora Porrúa publica as obras completas de Sóror Juana em um prático volume da coleção Sepan cuántos… ("Saibam quantos…"), o célebre número 100, despojado, sem aparato acadêmico, salvo por um sóbrio e breve estudo preliminar.

Barroca até a medula, Sóror Juana era muito dada a fazer trocadilhos, a verbalizar substantivos e a substantivar verbos, a acumular três adjetivos sobre um único substantivo e reparti-los por toda a oração, e ter todas essas liberdades gramaticais que estavam em moda no seu tempo. Por isso, e também porque ela gostava muito de fazer referências mitológicas que hoje em dia não pertencem à cultura geral das pessoas, a leitura de suas obras é bastante árdua para o cidadão comum. Dar uma lida em Metamorfoses, de Ovídio, será de muita utilidade para quem quiser desfrutar de Sóror Juana e ficar com menos dúvidas.

Biografia de Sor Juana Inés de la Cruz | Escritor mexicano.
(Juana Ines de Asbaje y Ramírez; San Miguel de Nepantla, hoje México, 1651 - cidade do México, ID., 1695) escritor mexicano, figura maior das letras latino-americanas do século XVII. A influência do barroco espanhol, visível em sua produção lírica e dramática, não obscurecem a profunda originalidade da sua obra. Seu espírito inquieto e seu desejo de conhecimento levaram-à lidar com as convenções do seu tempo, que não tem visto com bons olhos que uma mulher afirmou curiosidade intelectual e a independência de pensamento.

Biografia
Criança prodígio, aprendeu a ler e escrever na idade de três, e oito escreveu seu primeiro loa. Em 1659, ele mudou com sua família para a cidade do México. Admirada por seu talento e precocidade, aos quatorze anos foi mãe de Leonor Carreto, esposa de vice-rei Antonio Sebastián de Toledo. Patrocinado pelo Marquês de Mancera, brilhou no colonial corte da Nova Espanha por sua erudição, sua inteligência viva e sua capacidade de versificadora.

Sor Juana Inés de la Cruz 
Apesar da fama Gozada, em 1667, entrou para um convento de Carmelitas Descalços na cidade do México e manteve-se nos quatro meses, no final da qual esquerda-lo devido a problemas de saúde. Dois anos mais tarde ele entrou para um convento da ordem de São Jerônimo, desta vez permanentemente. Dada sua vocação religiosa limitada, parece que Sor Juana Inés de la Cruz preferiu o convento casamento para continuar desfrutando de seus hobbies intelectuais: «viver em paz... não têm qualquer ocupação obrigatória que embarazase a liberdade de meu estúdio, nem boato da Comunidade que impedia o silêncio calmo dos meus livros», escreveu.

O celular tornou-se um ponto de encontro de poetas e intelectuais, como Carlos de Sigüenza e Góngora, parente e admirador do poeta Cordobês Luis de Góngora (cujo trabalho introduzido no vice-reinado) e também o novo vice-rei, Tomás Antonio de la Cerda, Marquês de la Laguna e sua esposa, Luisa Manrique de Lara, Condessa de Paredes, que se juntou a uma amizade profunda. Em sua cela também levada a cabo experiências científicas, reuniu uma grande biblioteca, composta de obras musicais e escreveu um extenso trabalho que atravessavam diferentes gêneros, da poesia e do teatro (que pode ser visto, respectivamente, a influência de Luis de Góngora y Calderón de la Barca), livretos filosóficos e estudos musicais.

Perdeu grande parte deste trabalho, entre os escritos em prosa que foram preservados incluem a resposta a Sor Filotea de la Cruz. O Bispo de Puebla, Manuel Fernández de la Cruz, tinha sido publicado em 1690 uma obra de Sor Juana Inés, o athenagorica carta, em que o religioso foi uma dura crítica do «sermão do mandato «do jesuíta português António Vieira sobre as «gramagens de Cristo». Mas o bispo tinha acrescentado ao trabalho uma «carta de Sor Filotea de la Cruz», ou seja, um texto escrito por ele próprio, sob o pseudônimo em que, mesmo reconhecendo o talento de Sor Juana Inés, recomendou-o para dedicar-se à vida monástica, mais de acordo com seu status como freira e esposa, um pouco do que a reflexão teológica , exercício, reservado aos homens.

Em resposta a Sor Filotea de la Cruz (ou seja, para o Bispo de Puebla), Sor Juana Inés de la Cruz dá conta de sua vida e defende o direito das mulheres ao ensino, como conhecimento "são não só eles lícitos, mas muito útil». A resposta também é uma bela amostra da sua prosa e contém abundantes dados biográficos, através do qual podemos perceber muitos traços psicológicos dos ilustres religiosos. Mas, apesar da contundência de sua resposta, a crítica do Bispo de Puebla afetado profundamente; tanto assim que, pouco tempo depois, Sor Juana Inés de la Cruz vendeu sua biblioteca e tudo o que possuía, o produto foi para a caridade e foi dedicada inteiramente ao religioso da vida.
Autógrafo de Sor Juana 

Ele morreu como ele ajudou colegas doentes durante a epidemia de cólera que atingiu o México no ano de 1695. A poesia do barroco chegou com ela eventualmente culminando e ao mesmo tempo introduziu elementos reflexivos e analíticos que anteciparam os poetas do Iluminismo do século XVIII. Suas obras completas foram publicadas em Espanha em três volumes: castalida de inundação do único poeta, décima musa, Sor Juana Inés de la Cruz (1689), segundo volume das obras de Sor Juana Inés de la Cruz (1692) e fama e póstuma México Phoenix trabalha (1700), com uma biografia do jesuíta P. Calleja.

A poesia de Sor Juana Inés de la Cruz

Embora seu trabalho aparece registrar dentro a inspiração de gongorina e o culteranismo conceptismo, característico das tendências barrocas, sagacidade e originalidade de Sor Juana Inés de la Cruz tem colocado acima de qualquer escola ou indivíduo atual. Desde a infância, ele mostrou grande sensibilidade artística e uma incansável sede de conhecimento que, ao longo do tempo, levou-à participar de uma aventura intelectual e artística em disciplinas como a teologia, filosofia, astronomia, pintura, ciências humanas e, claro, a literatura, que iria transformá-lo em uma das cartas mais complexas e únicas latino-americana.



Juana Inés quinze de idade, antes de tomar os hábitos 

Na poesia de Sor Juana Inés de la Cruz, encontramos numerosas e eloquentes composições seculares (redondillas, estabeleceu, liras e sonetos), entre os quais se destacam o tema amoroso, como sonetos que começam com essa "boa noite, meu amor, quando você falou sobre" e "Pare, minha sombra boa indescritível". "Divina rosa do que em Gentile cultura" desenvolve o mesmo motivo de dois famosos sonetos de Góngora e Calderón, que não pode ser inferior a nenhum dos dois. Também abunda no tema místico, em que uma espiritualidade fervorosa é combinada com a profundidade de seu pensamento, como o caso "para a suposição", delicada peça lírica, em honra da Virgem Maria.

Sor Juana empregou o redondillas para digressões de natureza psicológica ou educacional que examina a natureza do amor e seus efeitos sobre a beleza feminina, também defende as mulheres de acusações dos homens, como na famosos "homens tolos que acusa". Romances são aplicados, com flexibilidade discursiva e suavidade das notações, sentimentais, morais ou religiosos temas (são lindas pela sua emoção mística que cantam o amor divino e o Cristo no Sacramento). Liras é famosa que expressa a dor de uma mulher sobre a morte de seu marido ("para o hard rock") de grande elevação religiosa.

O primeiro sonho, poema em silvas de quase mil versos escritos na forma de Soledades de Góngora, Sor Juana, descrevendo, de forma simbólica, o impulso do conhecimento humano, que ultrapassa as barreiras físicas e temporais, tornar-se um exercício de pura e livre diversão intelectual merece menção especial. O poema é importante também por estar entre o pequeno grupo de composições que escreveu por sua própria iniciativa, sem ordem ou incitamento estrangeiro. A obra poética da freira é completada com vários belas canções de Natal que teve muita popularidade no seu tempo.


Teatro e prosa
No campo do drama, ele escreveu uma comédia de capa e espada calderoniana linhagem, os esforços de uma casa, que inclui uma loa e duas esquetes, entre outros agrupamentos, com dominância absoluta da literatura; e mitologico-galante brinquedo amor é labirinto mais, mais culterana peça cujo segundo ato é, aparentemente, o trabalho do licenciado Juan de Guevara. Ele também compôs três sacramental: Januário Hermenegild, o cetro de San Jose e El divino Narciso; Neste último caso, o melhor dos três, inclui canções, qualidade lírica. Embora a influência do Calderón é evidente em muitos destes trabalhos, a clareza e a beleza do desenvolvimento tem um sotaque muito pessoal.

A prosa do autor é menos generoso, mas o mesmo brilho. Esta parte de sua obra é composta de textos devotos como a famosa carta athenagorica (1690), e acima de tudo, pela resposta a Sor Filotea de la Cruz (1691), escrito para responder a exortação que lhe tinha feito (assinando com o pseudônimo) do Bispo de Puebla então ele retardado seu desenvolvimento intelectual. Este último constitui uma fonte de primeira mão que permite não só interessantes detalhes sobre sua vida, mas também revela aspectos do seu perfil psicológico. Neste texto, há muita informação relacionada com sua capacidade intelectual e com o que ele chamou de seu "excepcionalisima apetite de saber", que a levou a ser também interessado em ciência, como evidenciado pelo fato de que em sua cela, junto com seus livros e instrumentos musicais, o filósofo Ramón Xirau também tinha mapas e aparelhos científicos.

Seus outros escritos sobre o Santo Rosário e imaculada, o protesto, assinado por seu sangue, fez de sua fé e amor a Deus e alguns documentos são menos importantes. Mas também em prosa da escritor encontra ocasião para entrar os caminhos mais escuros e intrincados, sempre com seu brilho característico, como podemos ver em seu Netuno alegórico, escrito por ocasião da chegada do vice-rei Conde de Paredes.

Resultado da reação neoclássica do século XVIII, a lírica do Sor Juana caiu no esquecimento, mas, já muito antes da reavaliação subseqüente da literatura barroca, seu trabalho foi estudado e serviu como o centro de uma atenção crescente. Renovada a fortuna de seus poemas mais poderia atribuiu a ambigüidade do biográfico de sua poesia essa interpretação a uma avaliação puramente estética. A figura deste poeta que, apesar de ser bela e admirada, sufoca sob o hábito sua alma apaixonada e sua sensibilidade rica sem ter servido vinte anos é certamente desconcertante. Mas a crítica moderna tem desfeitas a lenda romântica da freira conduzida para o claustro, um desgosto de amor, observando-se também como sem dúvida que seu silêncio final foi devido à pressão das autoridades eclesiásticas.

soneto 168
Al que ingrato me deja, busco amante; 
Al que amante me sigue, dejo ingrata; constante adoro a quien mi amor maltrata; maltrato a quien mi amor busca constante. Al que trato de amor, hallo diamante, y soy diamante al que de amor me trata; triunfante quiero ver al que me mata, y mato al que me quiere ver triunfante. Si a éste pago, padece mi deseo; si ruego a aquél, mi pundonor enojo: de entrambos modos infeliz me veo. Pero yo, por mejor partido, escojo de quien no quiero, ser violento empleo, que, de quien no me quiere, vil despojo.


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